Por César Durans
O Mercado do Anjo da Guarda, um dos mais tradicionais pontos de comércio da região, não foi feito. Pelo menos não como deveria ser. E o melhor — que seria uma gestão comprometida com a população — também não foi entregue.
Em visita ao local nesta semana, o blog César Durans constatou uma realidade degradante: o mercado funciona em péssimas condições de trabalho, com estrutura completamente abandonada.
Os banheiros, por exemplo, estão sem a menor condição de uso. Entrar em um deles é um risco à saúde. “Imundo, imundo, imundo”, resumiu um frequentador. As condições sanitárias são tão precárias que qualquer pessoa que utilize os sanitários pode contrair doenças; o telhado também não oferece segurança pois com as fortes chuvas que têm atingido a cidade, o mercado sofre com alagamentos constantes. A água invade os corredores e boxes, prejudicando feirantes e consumidores.
A parte elétrica, outro item básico para qualquer estabelecimento comercial, está péssima. Fiações aparentes, riscos de curto-circuito e falta de manutenção aumentam o perigo no dia a dia. Os boxes, todos eles, estão em péssimas condições para receber alimentos. Não há higienização adequada e o consumidor que deseja fazer suas compras com segurança sanitária mínima encontra dificuldades. “O cliente não tem garantia de que o alimento ali manipulado passou por condições de higiene”, lamenta um feirante.

Promessa de campanha esquecida
A situação fica ainda mais grave quando se lembra das promessas do então prefeito Eduardo Braide. Antes mesmo de ser eleito, ele afirmou que reformaria o Mercado do Anjo da Guarda. Na época, durante o governo de Edivaldo Holanda Júnior, Braide criticava duramente a gestão anterior. Dizia ter enviado emendas para ajudar na recuperação do espaço e batia forte na tecla de que o mercado estava abandonado. Feirantes e clientes, na época, reclamavam — e ele usava isso como bandeira política.
Porém, após ser eleito e completar cerca de seis anos no comando do município (somando seus mandatos), o prefeito simplesmente ignorou o mercado. Fontes ouvidas pelo blog afirmam, com convicção: “Ele não fez porque não quis. Deixou o mercado à mercê.”
A expectativa criada durante a campanha deu lugar à frustração. O que se vê hoje é um abandono que poderia ter sido evitado, caso a palavra empenhada na eleição tivesse sido cumprida.
O blog César Durans seguirá acompanhando a situação. Já solicitamos ao governo do Estado um posicionamento oficial sobre a possibilidade do envio da equipe técnica para que pelo menos a parte do telhado, elétrica, banheiros e recuperação dos boxes possam ser executados pelo governo do Estado. O espaço segue aberto para resposta.
Enquanto isso, feirantes e consumidores convivem diariamente com o descaso: banheiros insalubres, telhado furado, chuvas que alagam, risco de doenças e falta de condições para trabalhar e comprar com dignidade.





