A falta de infraestrutura básica em comunidades menores ou periféricas, muitas vezes são vistas como “que não valem o investimento”. Isso não é um problema local; é um padrão nacional de negligência que priva os moradores do direito básico de ir e vir e isso está mobilizando a população do Bairro Cajueiro que há dias está sem transporte público por conta da má conservação da avenida principal do Bairro.
A luta que ocorre na área do Cajueiro não é um caso isolado, faz parte de um déficit estrutural dentro de bairros da zona rural e outros bairros urbanos da nossa capital. Dados do Censo 2022 revelam um abismo na infraestrutura urbana entre bairros formais e comunidades como essa do Cajueiro.
A presença de ponto de ônibus ou van é mais que o dobro fora dessas áreas em comparação com dentro delas. Isso impacta diretamente o acesso ao trabalho, educação e saúde nessas comunidades. A falta de acesso a serviços básicos e a instituições estatais adequadas, resulta em escassez e infraestrutura precária.
Enquanto o prefeito EDUARDO BRAIDE posa de bom moço exibindo obras que lhe concede pontos e visibilidade em redes sociais, Comunidades menores podem ser percebidas como tendo menos peso eleitoral ou exigindo um investimento per capita mais alto para conexão com redes existentes. Essa é a realidade que o prefeito EDUARDO BRAIDE conduz em seu programa de governo, o que por sua vez justifica a ausência de políticas públicas direcionadas a essas comunidades principalmente da zona Rural causando profunda exclusão social.
A falta de estudos técnicos nessas comunidades da zona Rural principalmente, gera ausência de dados precisos em muitos desses territórios que são “invisibilidades”, sem mapeamento preciso de suas vulnerabilidades extremas, o que por sua vez justifica a ausência de políticas públicas direcionadas. A falta de infraestrutura no Bairro Cajueiro não é só um incômodo. Ela aprofunda a exclusão social e, somada às mudanças climáticas (como chuvas fortes), torna as comunidades ainda mais vulneráveis a enchentes e deslizamentos; falta de transportes como todo e a perda do direito de ir e vir de uma população que, para o governo são votos insignificantes. É assim que o prefeito tem seu mapeamento de quem é importante e os insignificantes.





